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Dermatite atópica em crianças

A dermatite atópica é um problema crônico e recorrente, caracterizado principalmente por muito prurido e ressecamento da pele. Ela é responsável por um grande desconforto nos pacientes e traz consequências para as famílias, por conta do cuidado diário que é necessário com a pele e da constante atenção para possíveis fatores irritantes. Por causa de tantos cuidados, há grandes riscos de desordens emocionais e problemas comportamentais em famílias acometidas por esse problema. Estudos epidemiológicos apontam que cerca de 13% das crianças e dos adolescentes brasileiros são acometidos pela dermatite atópica, o que a torna um grave problema por aqui.

Um artigo muito interessante da medicina humana avalia o lado psicológico do paciente no tratamento da dermatite atópica em crianças. Quando se leva em consideração a questão psicológica durante o tratamento, o paciente trabalha bastante a aceitação de sua condição e, como consequência, há melhora do estresse.

Em humanos, existem muitas evidências de que o estresse está relacionado ao prurido nos casos de dermatite atópica. Já na medicina veterinária, não se pode dizer o mesmo. A experiência casuística com animais aponta que o estresse pode vir a piorar um quadro de prurido, mas não há comprovação científica de que a coceira se origine dele.

Nesse estudo, evidências mostraram que grupos de apoio e programas educacionais ajudaram na redução do estresse, da doença e do prurido, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo do estudo foi avaliar a intensidade do prurido e a qualidade de vida em crianças com dermatite atópica e suas famílias após se juntarem a tais grupos de apoio.

O artigo mostra que uma abordagem não farmacológica pode ser um método muito eficaz no tratamento das formas mais agressivas da doença.

Baixe e leia o artigo na íntegra clicando no botão ao lado.

 

* O conteúdo desse post foi retirado do artigo “Improvement of pruritus and quality of life of children with atopic dermatitis and their families after joining support groups” – Weber et al., JEADV 2008, 22 , 992–997 Journal compilation © 2008 European Academy of Dermatology and Venereology.